No meio do caminho tem Malindi

6 janeiro, 2009 (14:55) | Desbravador, Quênia, Vídeos (in)úteis | Por: Beline

Em Nairobi fiquei sabendo da existência do arquipélago de Lamu. A região é um acervo vivo da cultura Swahili, águas azul turquesa e uma população assustadoras de jegues. Perfeito para alguns dias de vadiagem o paraíso fica a cerca de 500 quilômetros de Nairóbi. Em linha reta. E há menos que você disponha de 370 reais em um vôo de pouco mais de uma hora a opção é descer a mesma distância de ônibus de Nairobi até Mombassa, no Sul do litoral queniano e depois subir mais 200 quilômetros até Malindi, de lá um outro ônibus para Lamu, 300 quilômetros ao norte. Esse 1000 quilômetros são bem distribuídos em pouco mais de 50 reais.

Como os ônibus saem de Malindi com direção a Lamu as 8 horas da manhã, é necessário passar uma noite na pequena cidade. Além de uma praia de areia cinza e água marrom, uma reserva de corais praticamente extinto, e um restaurante italiano respeitável, não há mais o que fazer por lá. Aproveite o seu dia na reserva, por 30 dólares, incluindo a entrada na reserva natural, um barco te leva aos corais para algumas horas de snorkeling. É legal, mas legal mesmo foi o passeio de Tuc-tuc da pensão até a reserva. Tuc-tuc são pequenos taxis, meio carro, meio tri-ciclo, algo muito parecido com aquilo que você vê nas ruas da Índia em documentários da TV. São ótimos para dias quentes e bolso vazio, custam em média 1 dólar pra uma corrida de 10 minutos. Achei tão bacana que fiz um vídeo da corrida, bem resumido, claro, mas da pra sacar qual a do centro da cidade e como é o tuc-tuc, pelo menos por dentro.

Get the Flash Player to see the wordTube Media Player.

LEGENDA: O melhor meio de transporte em 5000 quilômetros!

As férias acabaram, ou estão recomeçando!

5 janeiro, 2009 (07:46) | Egotrip | Por: Beline

Feliz Ano Novo! Feliz Natal. Feliz aniversário pro “big boss” também, eu esqueci na verdade, mas tenho um álibi, o que na verdade também explica o evento cuja maioria dos meus amigos e inimigos também qualificaria como férias. Bom, nada mais lógico para explicar o último post no ano passado. Tá, bem antes disso. Mas na verdade eu não estava de férias, as férias tirei um dia depois do ultimo post, no arquipélago de Lamu no Quênia, cinco dias de vadiagem total levando vida de mendigo rei (tem um ou dois vídeos vindo ai). Mas eis que me dou conta de que em poucos dias estaria embarcando para a Austrália, país que até segunda ordem exige um visto que por sua vez vai lhe tomar tempo, paciência e dinheiro se você estiver no meio do nada e a próxima embaixada habilitada a te prestar tal serviço fica a 3 países de distância e por causa de algo que chamam de festas de fim de ano todos os vôos lotam sem explicação e a única maneira de chegar até seu destino é por terra. As vezes asfalto e ocasionalmente um ou outro rio.

Entre Nampula e Quilemane!

Entre Nampula e Quilemane!

Resumindo: passei as duas ultimas três semanas tentando atravessar a Tanzânia e o Moçambique para chegar a Pretoria, na África do Sul. De Lamu no litoral central do Quênia até Johannesburg, onde me encontro agora foram mais de 5000 km distribuídos desproporcionalmente em um avião, um matatu, dois picapes, quatro ônibus, quatro mini-ônibus, duas balsas, um “speed-boat” e uma canoa passando por 16 capitais, pequenas cidades ou vilas. Coisas como chuveiro, papel higiênico, internet, sinal de celular, tomada, se energia elétrica estiver disponível, comida ocidental, turistas e internet, entre outras coisas. Por outro lado, coca-cola gelada, créditos para o celular que não vai funcionar, cabritos e galinhas vivas e peixes mortos, maconha, telefone publico, comida cujos ingredientes e procedência é melhor não saber, paradas de ônibus infinitas e insetos, entre outras coisas, são tão comuns que, ao final da jornada, ver a “mama” (ou a tia mais cheinha e de certa idade) aliviando na moita ao lado da sua na beira da estrada não é extraordinário o suficiente para desviar seus pensamentos a cerca de sua lembrança de como era um garfo.

Ao final, postar no blog durante essa jornada parecia tão fácil quanto pedir uma pizza. Coisa que consegui fazer, afinal, em Johannesburg. Agora veio o post, e os próximos virão. As histórias da minha estada malemolente em Lamu, as paradas involuntárias em Dar el-Salaam e Mtwara assim como minha noite de Natal em Maputo e minha virada em Johannesburg já estão engatilhadas.  Como hoje é dia 5 e em minutos vou receber um email do meu editor chefe pedindo meu texto pra próxima edição da UP! e essa jornada rendeu boas histórias, principalmente no trecho entre Mtwara no extremo sul da Tanzânia e e a capital Maputo, no extremo sul do Moçambique, decidi fazer da edição #16 um guia prático de como não viajar pela região e se você tiver de fazê-lo, como tirar proveito da situação em favor da sua jornada, a final e felizmente, nem tudo são espinhos. Ao final, tudo estará aqui e na revista. Pra gente não se perder eu vou tentar postar em ordem cronológica, embora, já tendo vivenciado, acabe por relacionar fatos contidos um espaço de três semanas. Feliz 2009 e um bom começo de ano para aqueles que já estão de volta a labuta.

O novo hit do verão. Pelo menos em Nairóbi é!

18 dezembro, 2008 (12:38) | Sem categoria | Por: Beline

Já estava decidido a escrever este post, mas depois do que ouvi na balada aqui em Nairóbi publicar virou obrigação. O sujeito mais famoso n o Quênia, possivelmente em seus países vizinhos e, sem dúvidas, um dos figuras mais populares em todo o mundo ainda da muito o que falar por essas bandas, não só na TV, mas nas ruas e também nas rádios e CDJs*dos clubes de Westlands e periferias.

O tal é orgulho da nação, feriado nacional, um dia vai virar nome de rua, mas já da graça a milhares de criancinhas que estão nascendo ou ainda vão nascer nos próximos 4 anos, segundo dita a constituição do outro país. Por enquanto o astro pop estampa camisetas, capas de livros, calendários, posters, bonés e correlatos. E, claro, virou música. Uma em especial é febre e toca em todos os lugares o tempo todo, de hotéis estrelados a “matatus” lotados, mas foi numa balada, acompanhado de um DJ grego, que tava de passagem por aqui, mas que mora na Espanha, que consegui gravar, ao menos, um trecho da tal música, cujo (afff) autor, interpretes desconheço. Aliás, se alguém tem alguma informação sobre a música posta ai no comentário. Se alguém tem ela em MP3, põe na roda!

Barack Obama, Barack Obama, Barack Obama uoi, uoi!

Get the Flash Player to see the wordTube Media Player.

Descrição: DJ toca a música de Barack Obama em uam balada em Westlands, Nairobi – Quênia | Beline Cidral | Revista UP! 2008

Diz ai, não é o novo hit do verão? Como isso ainda não ta tocando nas FMs do Brasil? Ou ta?!

Obama também é rock n roll!

Obama também é rock n roll!

Fiquem de olho na minha coluna da próxima edição da Revista UP! que tem uma história maneira sobre a Obamania no Quênia. Abraços!

* Mãe, CDJ é o nome americano da vitrola que os tocadores modernos usam nos bailes hoje em dia.

Why so crazy?

17 dezembro, 2008 (06:05) | Quênia, Urbano, Vídeos (in)úteis | Por: Beline

Vi na TV aqui em Nairobi uma reportagem sobre os “matatus”, como são chamados as vans e mini-ônibus que servem o transporte público no Quênia. “Why the crazyness?” (Porque a loucura?) - perguntava o reporter!  Certamente ele fazia referênica ao acidentes que geralmente ocorrem e do nenhum respeito pelas lei de trânsito, mas falava também do visual e dos acessórios pouco usuais em outros países do mundo, os “matatus” nem de longe são simples vans. Pense num carro tunado: rebaixado, rodas de liga leve, aerofólio, pintura especial, neon, DVD, etc.  Então da uma olhada no vídeo abaixo.

Get the Flash Player to see the wordTube Media Player.

Já pensou se os ônibus ou as vans da sua área fossem assim! Diga lá, gosta ou não gosta?

Karibu!

10 dezembro, 2008 (14:25) | Egotrip, Quênia, Urbano | Por: Beline

Salve moçada, já estou no Quênia, e se no Egito a expressão “banda larga” não é das mais populares aqui em Nairobi a palavra é desconhecida pela maioria esmagadora das lan houses. Ontem eu aprendi, conexão rápida aqui é 2 Kbps com o vento a favor, então o post de hoje, ou da semana sendo mais realista é só para colocar o povo a parte da situação. Vamos a ela.

Rua em Kibera, uma das maiores favelas do mundo em Nairobi – Quênia

Rua em Kibera, uma das maiores favelas do mundo em Nairobi – Quênia

Estou hospedado na casa dos irmãos Ohino, Ken e Kenneth, ambos introduzidos por um amigo comum do Couchsurfing (http://www.couchsurfing.com). Do aeroporto direto para a casa deles que fica em Kimbera, uma das áreas mais pobre de Nairobi que é a capital de um país que de rico não tem quase nada. O local é uma das maiores favelas do mundo com cerca de 200 mil pessoas vivendo de maneira precária ao longo da linha de trem que liga a capital a Mombassa no litoral. Devo confessar que não é apenas o fato de ser o único mzungo (homem branco) por aqui que causa certo desconforto. Certamente tenho mais dinheiro na carteira que uma quadra inteira e a coca-cola que estou bebendo enquanto escrevo este post custa mais do que muitos aqui conseguem ganhar em um dia inteiro de trabalho. Apesar do pesares fui muito bem recebido, não só pelos irmãos como pela vizinhança que se mostra curiosa, afinal 99% dos mzungos não aparecem por essas bandas, de um hotel confortável no centro seguem direto para safáris luxuosos pelos parques nacionais, de la para o hotel, do hotel de volta a seus lares em algum país mais desenvolvido. Eu até que gostaria de curtir um safári também, mas embora me sinta rico, meu cartão de crédito diz que fica pra próxima. Veja que não é uma opção, mas acredito que essa minha estadia por aqui vai ser bastante proveitosa, algo que um moleque curitibano mimado da classe média precisa ver pra repensar certos conceitos.

Hoje eu vi na TV aqui uma reportagem sobre os Matatus. O que é isso? Amanhã no próximo post eu conto!

Especial Pirâmides

6 dezembro, 2008 (10:00) | Desbravador, Videos, Videos Comentados, egito | Por: Beline

Atendendo aos pedidos,o post de hoje é um especial Pirâmides de Giza, aquelas três famosas, exatamente. Dois vídeos lhe proporcionarão um tour virtual, mas bem real pela intensa atmosfera do local. Empolgado? Pois não deveria!

Emocionante!

Get the Flash Player to see the wordTube Media Player.

DESCRIÇÃO: Mochileiro UP trás com exclusividade um tour real, doa a quem doer, pelas Pirâmides de Giza. Prepare-se, a realidade é dura e custa caro! – Beline Cidral | Revista UP! 2008

Como ir as pirâmides e não ser abordado por um vendedor de qualquer coisa? Também não sei, segundo consta no vídeo abaixo.

Vai lá espertinho!

Get the Flash Player to see the wordTube Media Player.

DESCRIÇÃO: Beline Cidral dá uma aula prática sobre o comércio nas Pirâmides de Giza, com explicações teóricas e demonstrações práticas em situação real de perigo. – Beline Cidral | Revista UP! 2008

Ainda assim eu gosto! Vejo vocês no Quênia!

Adoro não gostar da Cairo que eu tanto gosto

5 dezembro, 2008 (09:39) | Fotos, Urbano, egito | Por: Beline

É incrível, mas sentir falta de Cairo é possível. Estava preparando o ultimo material dessa trip pelas terras dos faraós, vendo algumas fotos, vídeos. Boas lembranças, bons amigos, boas histórias. A viagem obviamente não se resume a capital, mas entre aventuras pelo deserto e vadiagens pela costa Cairo estava sempre lá, uma espécie de anti-descanso, uma pausa paradoxal entre uma trip e outra. A grande metrópole que eu não recomendaria como único destino no Egito nem ao meu pior inimigo não deve ser ignorada e devo dizer aos que amo, reserve algum tempo para descobrir encantos e desencantos.

Mais um dia começa em Cairo.

Mais um dia começa em Cairo.

Museu do Cairo, múmias, pirâmides e tantos outros pontos turísticos são bacana, vai lá, da uma olhada, gaste seu dinheiro e tire umas fotos (se possível). Depois desses dois cansativos dias de programação “Best Hits” reserve pelo menos outros 5 para tentar respirar um pouco do ar poluído e intenso da maior cidade da África. Ai começamos a falar de trânsito caótico, elevadores sem porta, tempo real relativo, backshees, sheesha e haxixe. Café, buzzina, vendedor. Mesquita, reza, futebol. Se perder e ouvir música. Televisão ruim, cinema bom. Frango, batata frita, kushari e pombo recheado. Casas em cima de prédios inacabados. Incha Allah, se eu dia eu voltar tudo vai estar diferente, porque Cairo é assim, muda, mas é sempre a mesma. É o global, o crescimento aliado a tradição, religião, cultura e teimosia. Daqui alguns anos estarei fumando uma sheesha suja acompanhado de um café instanteno numa mesa igualmente suja, jogada no meio da rua servidas horas depois aos berros por garçons vestidos em “Mikes”, “Gutti” e “Deisel”. No monitor de LCD de ultima geração aquele mesmo verso do Corão. Tecidos sintéticos estarão cobrindo os rostos delas e os fones do iPod. No vídeo um quase nada cobre o corpo das dançarinas do cantor favorito. No estádio Zamelek contra Chelsea, 22 brasileiros em campo. Orgulhosos, os moradores de Cairo entre um pesca e outra o farão gostar do avesso, a tal hospitalidade egípcia, ruim com ela, pior sem. As coisas não terão mudado tanto assim.

Quantos prédios tem ali?

Quantos prédios tem ali?

No que será que ele estava pensando?

No que será que ele estava pensando?

Assim é Cairo para mim, é essa a lembrança que tenho do lugar e eu gosto disso. Deixo o Egito feliz, com saudades e melhor preparado para as diferenças que ainda vou encontrar por esse mundo.

PS: E as pirâmides? Calma moçada, amanhã entra um post especial pirâmides, afinal, uma viagem ao Egito sem as pirâmides… ainda é uma viagem ao Egito, definitivamente! Ou não.

Mergulho em Dahab

3 dezembro, 2008 (16:31) | Desbravador, Fotos, Videos, egito | Por: Beline

Sem muitas palavras porque hoje é dia de mais uma superprodução cinematográfica de orçamento obsceno.

Get the Flash Player to see the wordTube Media Player.

Como diz minha parceira, é impossível ser sexy debaixo d’água!

Como diz minha parceira, é impossível ser sexy debaixo d’água!

As cores sob o Mar Vermelho!

As cores sob o Mar Vermelho!

+ Fotos:

Bons tempos

2 dezembro, 2008 (13:16) | Desbravador, Fotos, O leite da criança, Urbano, Vídeos (in)úteis, egito | Por: Beline

Então você chega num dos pontos mais badalados do Egito, África, e porque não, do mundo, vai direto ao hostel mais qualificado, dentro dos pagáveis e acha que vai ter um quarto esperando por você? Se você for organizado, com certeza, do contrário, faça como eu e bata de porta em porta até encontrar algum lugar que preencha o único quesito a que você se dá direito a essa altura: uma cama! King Size, ventilador, televisão, frigobar, banheiro e ar condicionado. São 280 pounds! Não obrigado, quero um mais simples. Bem mais simples – retruquei de imediato. É a única que temos. Num raio de quilômetros – veio a tréplica. Era verdade, chorei, paguei e dormi, amanhã é dia novo, hostel novo e barato.

Rua mais movimentada da cidade!

Naquele dia eu queria relaxar (mais um pouquinho) e dar uma volta na pequena vila. O Egito ainda era ali, mas era diferente, nem de longe lembrava a loucura de Cairo ou o conservadorismo de outras tantas regiões, o local é “easy going”, da até pra trabalhar se você conseguir deixar pra depois um bom café e uma partida de gamão num dos vários restaurantes beduínos a beira do mar. Restaurantes baratos, diga-se de passagem.

Dahab é basicamente a mar, sem areia, mas lindo e oferece excelentes pontos para mergulho, tanto para snorkel quanto para skuba diving, ambos podem ser feitos sem grandes deslocamentos. Dar uma espiada em dezenas, centenas de peixes e correlatos está há 10 minutos de caminhada do centro e a poucos metros de profundidade. Se você não tem uma máscara, snorkel e pés-de-pato não há problema, é possível alugar tudo por menos de 2 dólares o dia. Diversão garantida!
Restaurante beduíno, cerveja, amigo e papo do bom
Se jogar gamão, beber café e mergulhar não é a sua ainda restam boas alternativas. Alguns clubes e pubs dividem a atenção dos mais animadinhos durante a noite região. Para os interessados em programas mais educativos a região é ponto de partida para tours ao monte Sinai, ao Monastério de Santa Catarina e a Petra, na Jordânia, tudo vai depender do seu nível de malemolência, tempo e principalmente grana. Eu fiquei pela beira do mar mesmo, gastando tempo e salvando numerários, minha única extravagância foi o óbvio, um dia de skuba diving (mergulho com tanque de oxigênio), programa certeiro. Por 45 dólares um iniciante pode curtir dói mergulhos no mesmo dia, inclui instrutor, carro e equipamento. Experiência incrível. Como foi? Amanhã eu conto, com direito a vídeos e fotos!

A malemolência na Cabeça do Satã

30 novembro, 2008 (14:18) | Desbravador, Fotos, egito | Por: Beline

Em Cairo, poucas, pouquíssimas horas antes de embarcar minha parceira nessa trip pede ao recepcionista do hostel para checar a validade do seu visto. Também quero - pedi entusiasmado, sempre quis saber o que significavam aqueles dois símbolos no meu visto.

Legal, um visto aparentemente cancelado por dois riscos a caneta (acreditei por dias ser a data de validade), sem o carimbo de entrada, trocando em miúdos, estava ilegal no Egito. A viagem entre Cairo e Taba dura entre seis e dez horas, essas quatro horas a mais podem variar dependendo do tempo gasto nos seis check-points possíveis.Viagem adiada, oito horas da manhã estava na porta do edifício da imigração, duas horas depois estava novamente dentro da lei.

O recepcionista do hostel acabou chamando minha atenção: A região do Sinai, uma península ao Nordeste do Egito cujo litoral, desde muito, muito tempo, é habitada principalmente por beduínos. Taba é a cidade que faz fronteira com Israel, muito próxima a faixa de Gaza, território Palestino. A península que hoje é egípcia já pertenceu a Israel. As bombas que explodiram em 2006 e 2007 também não eram um bom sinal. Eba! No mesmo dia embarcamos para a tal região. Nada aconteceu, nada ouvimos falar.

Nada mesmo.

Nada mesmo.

Continue lendo… »