Mais conhecido como Rodrigão - não poderia ser diferente devido ao seu tamanho -, o meio de rede da seleção brasileira não se dá por satisfeito e continua a definir novas metas na carreira... que deve se estender da quadra para a areia. Agora ele também veste o número 14 no Esporte Clube Pinheiros, em parceria com a Sky. O atleta faz parte do pacote de estrelas mundiais trazido pelo clube paulistano que, apesar de contar com os ilustres Giba, Gustavo, Marcelinho, além do próprio Rodrigão, foi eliminado nas semifinais do Campeonato Paulista. Pequenos deslizes à parte, o titular de Bernardinho é apontado como vencedor por onde passou: Suzano, Banespa, Ferrara e Macerata (últimos dois da Itália); o que faz os torcedores do Pinheiros/Sky sonharem com a taça da SuperLiga.
Na exclusiva de Rodrigão para UP!, o jogador fala sobre voltar a morar e atuar no Brasil, o Rio de Janeiro como sede dos Jogos 2016, família, carreira e futuro.
Você já morou na Itália, vai ao Japão de quatro em quatro anos, conhece Grécia, China, o Leste Europeu, além dos lugares clichês do mundo turístico... como é abandonar a Europa e pegar trânsito na Faria Lima todo dia? Quais os pontos positivos e negativos em retornar e viver no Brasil? O único ponto negativo até agora é esse aí, o trânsito. De resto, só alegria: poder ficar perto da família, dos amigos, falar português e curtir um pouco do calor. Nos anos em que joguei na Europa, eu só pegava frio lá e, quando vinha de férias para o Brasil, era inverno também. Agora, isso acabou.
Tem como comparar a liga italiana com a brasileira? O Campeonato Italiano sempre foi o mais forte do mundo, mas com a crise mundial do ano passado muita coisa mudou. Alguns clubes perderam o patrocínio, outros ficaram devendo para os jogadores e acabaram rebaixados. No Brasil, pelo contrário, os investimentos aumentaram e, hoje, a grande maioria dos jogadores da seleção está jogando aqui. A única coisa que ainda tem que melhorar em nosso país é a presença de público. Mas acho que isso já está acontecendo.
Olimpíadas no Brasil? Dá mesmo? Você que já disputou os Jogos, qual sua opinião? Eu acredito muito no sucesso das Olimpíadas no Brasil. O apoio popular é muito importante. Existe a preocupação com a organização, com os investimentos que serão feitos. Mas eu acho que com uma fiscalização da imprensa e da sociedade, vai dar para superar esse problema.
O que você acha da violência no Rio? Se eu disser que não preocupa, estarei mentindo. Mas a violência é um problema que existe em todo o Brasil e em muitas partes do mundo. Os governos federal, estadual e municipal têm sete anos para trabalhar isso até as Olimpíadas.
Por que o número 14 e o que ele representa hoje? O número surgiu por acaso, já que ficou vago com a saída do Tande da seleção. Para mim foi um orgulho “herdar” a camisa dele, que foi um dos meus grandes ídolos. Hoje, o 14 é uma marca registrada, que está presente no meu site [www.rodrigao14.com.br], no twitter, no autógrafo e em várias outras coisas.
Você espera estar jogando até 2016, com 37 anos? Espera disputar os Jogos do Rio 2016? Ah, eu planejo jogar, sim. O meu plano é o seguinte: disputar os Jogos de 2012 pela seleção e, na sequência, migrar para a areia. Quero encontrar um parceiro para disputar o circuito mundial e, se der tudo certo, lutar por uma medalha na arena do vôlei de praia em Copacabana. Seria maravilhoso!
Você já foi medalha de ouro em Olimpíadas, Pan... já foi campeão do mundo, do Mundial, da Liga Mundial, italiano e brasileiro. O que mais falta na carreira? De fato, eu conquistei, com meus companheiros de seleção e nos clubes, os principais campeonatos existentes no calendário do vôlei mundial. Mas ser campeão nunca é demais e em meus planos estão os títulos da SuperLiga pelo Pinheiros/Sky e, claro, mais um ouro [olímpico] em Londres, daqui a três anos.
Dos três filhos que você tem, quais vão jogar vôlei profissionalmente?
A Rafaela eu acho que leva mais jeito. Ela tem uma boa altura pra idade dela [9 anos] e já está até em uma escolinha em Praia Grande, onde moramos. Ela também gosta de ver os jogos e acho que pode se dar bem no vôlei, sim. Quem acompanha o seu twitter tem a impressão de que você mesmo que o atualiza, ao contrário do Mano Menezes que tem seu twitter atualizado por sua filha/assessora. É verdade? Como é a sua relação com o público? Realmente sou eu mesmo que atualizo meu twitter. Eu entro de casa, do clube, nas viagens e escrevo o que estou fazendo. Além disso, eu faço questão de ler e responder as mensagens que chegam para meu site. Acho esse contato com os fãs muito bacana e importante para uma pessoa pública.
Com tantos companheiros de seleção jogando junto com você no Pinheiros, viajando, juntos na concentração... Você não enjoa da cara do Giba e do Gustavo, por exemplo? [Risos] Olha... aturar essas caras não é mole, viu. Falando sério, agora, uma das coisas mais legais que o vôlei me proporcionou foi conhecer tantas pessoas legais e jogar ao lado de atletas que são grandes amigos. Conviver no Pinheiros/Sky com o Giba, com o Gustavo, o Marcelinho, e também com o pessoal da seleção, é uma grande satisfação.
[ < Voltar ]De estéticas esquizofrênicas, de textos sem pimenta, sossegadinhos, e narrativas loucas, doidas, insanas, marotas como as curvas da garota da página 46. E você passando os olhos no meio dessa patacoada toda, capturando o que parece convidativo ao fosfato que queima forte, rápido, na fagulha dessas sinapses. Por isso, nessa 23, aperte com gosto o gatilho pra sentir a chama arder nas histórias escondidas logo atrás dessas páginas. Na edição da UP! que você tem em mãos, ampla como um almanaque, não basta buscar costuras entre os temas, eles pouco se conectam. Esta, defi nitivamente, é uma edição fragmentada. E assim, toda internamente autônoma e saidinha, traz temas importantes.
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